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Mudança do nome
- Leitura recomendada -

em 02/02/17


No decorrer do ano de 2016, houve cerca de 700 portugueses que decidiram mudar o seu nome, de acordo com esta notícia veiculada pela SIC. A mudança, que terá de obedecer às regras do Código do Registo Civil e tem um custo de 200 euros, implica um processo de fundamentação, como explica Joana Flores, Conservadora adjunta da Conservatória dos Registos Centrais:

"Em relação aos apelidos, a pessoa tem que provar que esse nome corresponde ao apelido da linha materna ou paterna. Para alterar o nome, os requerentes têm de fazer um requerimento a solicitar autorização e invocar os motivos para a sua decisão". 

Em 2013, já aqui conversamos sobre a possibilidade de mudarmos o nosso nome e sobre a nossa reacção à mudança de nome de alguém próximo, mas já passou tanto tempo que vale a pena voltar ao assunto: imaginam-se capazes de mudar o vosso nome? 

Desafio: mudar de nome

em 28/03/13


Por sugestão da Joana, que se inspirou num post do Fórum do Nameberry, lanço a pergunta: se pudessem mudar de nome, qual escolheriam e porquê? E teriam a preocupação de escolher um nome que não fosse alvo de brincadeiras ou acham que, nesta fase, essa questão já nem se coloca? Sentem que seriam mais flexíveis do que se estivessem a escolher o nome de um bebé? 
Se não conseguirem chegar a um nome final, podem apenas indicar as características que procurariam... Eu vou pensar na minha escolha e depois também comento.

Mudar de nome: sim ou não?

em 21/02/13


Há uns dias, o título de uma notícia chamou a minha atenção. Dizia assim: "Merche Romero muda nome do filho após rutura". Depois de ler o artigo, percebi que era um título ligeiramente sensacionalista para um texto que, afinal, referia apenas que a apresentadora de televisão, depois da separação do marido, Tó Pereira, decidiu começar a tratar o seu filho de um ano e meio pelo segundo nome, Salvador, em vez do primeiro, António. 
Não sei se o menino era ou não chamado frequentemente pelo nome composto ou se seria prática comum chamá-lo por um ou outro nome, sem grande padrão mas, pessoalmente, não me choca. Se a criança tem dois nomes, acredito que os dois fazem parte da construção da sua identidade. Porém, o que mais me intrigou no conjunto de reacções que fui lendo foram os comentários que diziam qualquer coisa como "quem me dera que a minha mãe tivesse mudado o meu nome" ou "eu também odeio o meu nome". 
Sabendo que a lógica habitual é que os pais escolhem os nomes dos filhos e acreditando que, em grande parte dos casos, essa decisão é racional e ponderada, pergunto-vos: se alguém que vos é próximo vos comunicasse a intenção de mudar de nome, como reagiriam? E se vocês não gostassem do vosso nome, seriam capazes de mudar ou imaginam-se, simplesmente, resignados? 

A Querida Júlia e os Nomes

em 08/05/12

Hoje de manhã, a apresentadora de televisão Júlia Pinheiro conversou um bocadinho com a Conservadora do Registo Civil de Lisboa, Ana Leandro, a propósito dos nomes próprios usados em Portugal. 
Foram abordadas principalmente "questões geracionais" que fazem com que haja uma mudança nos nomes registados. A Conservadora apontou dois momentos-chave: há cinquenta anos, usavam-se nomes cristãos, bíblicos, que retratavam o enraizamento das práticas cristãs na sociedade, e muitos desses nomes eram escolhidos pelas madrinhas. Há trinta anos, surgiram em Portugal as novelas brasileiras, que despertaram os portugueses para os nomes que hoje em dia chamamos de "nomes dos anos 80". 
Mais à frente na conversa, a Conservadora referiu que hoje em dia os pais procuram nomes clássicos, distintos, "para ultrapassar a fase em que todos eram aceites", nomes que por si só têm muito peso, em  parte pela sua influência histórica. 

A Conservadora aproveitou também para pôr os pontos nos is: antigamente, Maria era muito usado como nome composto e Maria, só, era "nome de criada" que "retratava uma classe social". Hoje em dia, continua ela, afastamo-nos desse cenário porque as criadas são ucranianas e brasileiras e portanto Maria passou a ser visto como nome bonito e distinto. 

Ficamos ainda a saber que a Júlia Pinheiro não gosta nada do seu nome. Gostaria de saber se ela também não gosta de Eduarda que, segundo parece, é o seu segundo nome. Júlia, se está a ler, tem um nome muito bonito, deixe-se de coisas! A apresentadora referiu ainda que, no caso dela, optou por utilizar Maria nos três filhos: Rui Maria, Carolina Maria e Matilde Maria, confessando que "os nomes compostos têm uma carga de autoridade terrível". Grande Júlia. 

Durante o programa, foram ainda apresentadas duas famílias com nomes "geracionais": no primeiro caso, a avó Maria Odete, que não gosta do seu nome, a filha Ana Leonor, e as netas Madalena, Maria e Mafalda. No segundo, a avó Maria Luísa, a filha Susana Isabel (os irmãos chama-se Nuno Pedro e Luís Filipe) e o neto Tomás. Dois ótimos exemplos que retratam na perfeição a evolução dos nomes. 

Para terminar, refira-se que a Conservadora explicou que qualquer pessoa pode mudar de nome, desde que o pedido seja bem fundamentado. Basta dirigir-se à Secção Onomástica do Registo Civil, pagar 200 euros, e explicar que a pessoa "não se identifica com o nome escolhido quando não tinha voto na matéria", argumentado, caso seja  se for o caso, que o nome lhe causa embaraço e é bem provável que o pedido seja deferido. 

Alguém viu?